Roncar é normal somente quando não atrapalha o sono.
Ronca-se, principalmente, quando se está dormindo em decúbito dorsal (de costas). Nesta posição a musculatura da garganta fica mais flácida. A língua cai um pouco para trás, dificultando a passagem de ar e causando o ruído.
Embora esta flacidez possa acontecer em qualquer idade, ela tende a aumentar após os 60 anos. Ou seja, o ronco pode se agravar.
Contudo, outros fatores podem alterar o funcionamento normal dessa musculatura:
- Obesidade
- Consumir bebidas alcoólicas próximo ao horário do sono
- Medicamentos com relaxante muscular
- Ter o queixo retroposicionado (para trás)
- Ter amígdalas e adenoides grandes
Além disso, grandes vibrações e ruído intenso são classificados como patológicos. Ainda mais, porque podem ser sintoma de outros problemas.
O roncar e a SAOS
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) pode acometer adultos e crianças. Caracteriza-se pelo ronco alto e sensação de cansaço, isso mesmo depois de uma noite inteira de sono.
Durante a apneia, a pessoa para de respirar por alguns segundos. Consequentemente, isso pode agravar outras doenças. Algumas delas podem, inclusive, levar a óbito, entre elas:
- Hipertensão
- Enfarte
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Certamente, um dos tratamentos mais utilizados no momento são os aparelhos orais. Esses dispositivos são placas presas aos dentes, que articulam-se entre si avançando a mandíbula. Desta forma, afastam os tecidos da garganta, evitando assim o ronco e a apneia.
Seu uso vem ganhando espaço no tratamento para o ronco, principalmente pela sua facilidade de adaptação e eficácia.
Apesar de haver no mercado o modelo “pré-fabricado”, as placas personalizadas são sempre a melhor opção. Como são feitas sob medida, ajustam-se melhor à boca do paciente, sendo outra vantagem a sua durabilidade.
Desta forma, durante a consulta, pode-se avaliar qual o melhor dispositivo a ser usado, visto que hoje há vários modelos no mercado.